
Nunca soube muito bem o que é a tristeza. "Sentir-se triste", no meu caso, sempre foi algo muito superficial e por motivos bobos, ou exagerados, ou até inventados. Muitas vezes a tristeza era mais como uma variante do tédio do que realmente um sentimento firme, concreto, quase palpável.Não sabia o que era doer, sentir na pele, no estômago, na cabeça. Nunca tive um pesar tão grande que parece não caber. Nem em mim, nem em lugar nenhum. Já tive tanto tipo de experiência na vida, mas lidar com a morte não fazia parte do meu currículo.
Uma vez morreu um menino de quem eu gostava muito, mas ele não era nada meu. Uma vez morreu meu avô, mas eu não o via há décadas. Outra vez morreu o namorado da minha prima, mas meus sentimentos eram todos por ela...ele não fazia parte da minha vida.
Dessa vez, morreu minha cachorrinha, e de repente, tudo perdeu a cor, a graça, o principal. A minha casa ficou com muito espaço e nós ficamos completamente sem lugar.A Mel era todos os lugares: seus potinhos na cozinha, sua caminha na sala, no quarto, seus bichinhos pela casa, debaixo da poltrona, do aparador, do lado do sofá, em cima da cama, no nosso colo, dentro do carro.
A Mel ocupou 80 por cento de todo o espaço e a maior parte da nossa vida.A rotina era baseada em seus horários. Ela era nosso bebezinho, e sempre precisou de muitos cuidados e de muito carinho. Ela sempre nos deu tanto amor, que acho impossível alguém, alguém-pessoa-gente, conseguir dar tanto amor assim. A Mel era um pólo irradior de ternura e agora eu sinto tanta falta dela...
Sinto falta do cheirinho, do pelo macio, da barriga rosinha, do olho de jabuticaba, do barulho da patinha no chão. Tenho escutado sons que não são mais reais e o frio na barriga é constante. Meu bebezinho faz muita falta.
Uma vez morreu um menino de quem eu gostava muito, mas ele não era nada meu. Uma vez morreu meu avô, mas eu não o via há décadas. Outra vez morreu o namorado da minha prima, mas meus sentimentos eram todos por ela...ele não fazia parte da minha vida.
Dessa vez, morreu minha cachorrinha, e de repente, tudo perdeu a cor, a graça, o principal. A minha casa ficou com muito espaço e nós ficamos completamente sem lugar.A Mel era todos os lugares: seus potinhos na cozinha, sua caminha na sala, no quarto, seus bichinhos pela casa, debaixo da poltrona, do aparador, do lado do sofá, em cima da cama, no nosso colo, dentro do carro.
A Mel ocupou 80 por cento de todo o espaço e a maior parte da nossa vida.A rotina era baseada em seus horários. Ela era nosso bebezinho, e sempre precisou de muitos cuidados e de muito carinho. Ela sempre nos deu tanto amor, que acho impossível alguém, alguém-pessoa-gente, conseguir dar tanto amor assim. A Mel era um pólo irradior de ternura e agora eu sinto tanta falta dela...
Sinto falta do cheirinho, do pelo macio, da barriga rosinha, do olho de jabuticaba, do barulho da patinha no chão. Tenho escutado sons que não são mais reais e o frio na barriga é constante. Meu bebezinho faz muita falta.



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