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Good times for a change,

Mas continua tudo igual.

terça-feira, 3 de agosto de 2010

Repetindo

No livro dela:
O jantar que nunca aconteceu
O amor que não se viveu
O fervor que sempre correu
do sangue pra pele pra fora
pra você sentir
que eu, de um jeito ou de outro
eu amei
que eu, de fora pra dentro
eu fervi
que eu, aquele jantar...
eu vivi
de um jeito ou de outro na minha imaginação
de fora pra dentro,você dentro de mim,
naquele jantar, quem comeu?
Eu comi.Paella,lasanha,risoto,pizza,bauru.
Você comeu.
?
Mas que engraçado,faltou música...
a música na minha imaginação:
Bang Bang
você que engraçado,dentro de mim,and after,
I, baby,I shot you down.E:
Quem comeu?
He,
She,
it.
It ate me.
Meu coração all around...
it-amor or it-paixão ?
it's a belle she
it's a beau he
and me?
I was starving to death, so I ate a belle paixão all around, I ate paella by myself, I ate him.
And he was playing Bang Bang to me.
Sorry baby,I promise I'll never do it again.
It's amor.

segunda-feira, 2 de agosto de 2010

Mel


Nunca soube muito bem o que é a tristeza. "Sentir-se triste", no meu caso, sempre foi algo muito superficial e por motivos bobos, ou exagerados, ou até inventados. Muitas vezes a tristeza era mais como uma variante do tédio do que realmente um sentimento firme, concreto, quase palpável.Não sabia o que era doer, sentir na pele, no estômago, na cabeça. Nunca tive um pesar tão grande que parece não caber. Nem em mim, nem em lugar nenhum. Já tive tanto tipo de experiência na vida, mas lidar com a morte não fazia parte do meu currículo.

Uma vez morreu um menino de quem eu gostava muito, mas ele não era nada meu. Uma vez morreu meu avô, mas eu não o via há décadas. Outra vez morreu o namorado da minha prima, mas meus sentimentos eram todos por ela...ele não fazia parte da minha vida.

Dessa vez, morreu minha cachorrinha, e de repente, tudo perdeu a cor, a graça, o principal. A minha casa ficou com muito espaço e nós ficamos completamente sem lugar.A Mel era todos os lugares: seus potinhos na cozinha, sua caminha na sala, no quarto, seus bichinhos pela casa, debaixo da poltrona, do aparador, do lado do sofá, em cima da cama, no nosso colo, dentro do carro.

A Mel ocupou 80 por cento de todo o espaço e a maior parte da nossa vida.A rotina era baseada em seus horários. Ela era nosso bebezinho, e sempre precisou de muitos cuidados e de muito carinho. Ela sempre nos deu tanto amor, que acho impossível alguém, alguém-pessoa-gente, conseguir dar tanto amor assim. A Mel era um pólo irradior de ternura e agora eu sinto tanta falta dela...

Sinto falta do cheirinho, do pelo macio, da barriga rosinha, do olho de jabuticaba, do barulho da patinha no chão. Tenho escutado sons que não são mais reais e o frio na barriga é constante. Meu bebezinho faz muita falta.